Os encantos do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque

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Ideia que deu origem a um dos mais respeitados templos da arte do mundo nasceu na França, em 1866.

Acervo do museu começou a ser montado com doações e hoje guarda obras de artistas como Matisse e Pollock.

 Instalado em um belíssimo edifício estilo neoclássico em uma das laterais do Central Park, o Metropolitam Museum of Art, ou simplesmente MET, como os moradores da Big Apple o chamam com carinho, é um dos mais completos museus do mundo e um orgulho nacional. O MET reúne uma coleção de arte que nos apresenta a evolução do espírito artístico da humanidade, começando na pré-história, passando pelos murais egípcios, pelas esculturas gregas, pelo ouro das máscaras pré-colombianas até chegarmos à pop art moderna. Uma verdadeira viagem no tempo, estimulada pelas cores, texturas e ambientes.

As instalações e ambientes montados dentro do museu incluem desde um templo original trazido completo do Egito, em tamanho natural, até uma vila medieval da Idade Média que faz com que todos os visitantes sintam-se uma parte viva da história. Pelos corredores, encontramos, em um mesmo espaço, as delicadas esculturas gregas em mármore branco apresentando figuras masculinas e femininas em curvas e detalhes impressionantes. Logo depois, temos contato com a obra de Rodin e suas esculturas feitas em metal escuro com grosseira rusticida que nos transmite toda a força do artista.

Em seguida, vemos quadros de Matisse e Debret. Mais à frente, a rebeldia e a força ancestral das pinturas de Pollock. Visitar o MET é uma provocação à criatividade, pois, diante de todos os estímulos que recebemos das diversas obras de arte existentes, é quase impossível não sair de lá cheio de ideias inovadoras e diferentes. É por isso que, durante as visitas, nós vemos tantos artistas, publicitários, escritores, empresários, executivos e profissionais de área de tecnologia conversando e usando os diversos espaços de convivência do MET para fazer reuniões enquanto tomam um bom café. Esta associação entre arte e negócios é muito estimulante e nos ajuda a encontrar soluções inusitadas para os desafios diários.

A ideia de criar o Metropolitan Museum de Nova York nasceu fora dos Estados Unidos: foi na França, em 1866, no Restaurante Le Pré Catelan, bairro de Bois de Boulogne, nos arredores de Paris, onde um grupo de empresários e intelectuais americanos estavam reunidos para comemorar o 4 de Julho (Dia da Independência americana). A proposta da criação do museu foi lançada por John Jay, ilustre americano com ideias progressistas e liberais, e imediatamente encontrou apoio de todos os presentes, na sua maioria, empresários e personalidades ligadas ao governo americano. Este grupo estava reunido na França para organizar a participação dos Estados Unidos na Exposição Universal que iria ocorrer em Paris no ano seguinte.

Alguns anos depois deste encontro, mais precisamente em 1870, o estado de Nova Iorque reconheceu oficialmente a criação da instituição que ganhou o nome de Metropolitan Museum of Art. Não tendo ainda, neste momento, um acervo de obras próprias e nem sequer uma sede, o MET existia apenas no papel, na mente e no coração dos seus fundadores. Neste mesmo ano de 1870, o museu recebeu a sua primeira doação, um sarcófago romano, feita pelo cônsul americano em Tarso, na Turquia, J. Abdo Dabbas. Em seguida, através de um aporte de capital público, o MET fez a sua primeira compra oficial: um lote de 140 quadros de altíssimo nível provenientes de coleções europeias dos séculos 17 e 18. Depois, o museu ganhou a primeira sede, o edifício de número 681 na Quinta Avenida, antes ocupado por uma famosa academia de dança da cidade.

Em 1880, o museu foi transferido para sua sede definitiva no Central Park: um edifício desenhado pelos arquitetos Calvert Vaux e Jacob Wrey Mould. Suas escadarias já foram vistas em diversos filmes de Hollywood e ficaram marcadas em superproduções do cinema; o prédio em si já é uma obra de arte. Pisos de mármore rosa, vitrais e colunas de granito formam um conjunto arquitetônico marcante e elegante. Visitar a loja de lembranças do MET também é uma excelente opção. Lá, é possível encontrar réplicas perfeitas de algumas joias, pinturas e objetos expostos no museu.

Como toda grande realização, o Metropolitan Museum nasceu do sonho de poucas pessoas e foi ganhando apoio ao longo da sua trajetória. No início, não havia sede, não havia acervo, não havia nada. Visitar o MET nos faz entender o que levou a raça humana a dominar o planeta: a chama da nossa criatividade está presente em cada vaso, em cada pintura, em cada estátua, em cada máscara. Reserve, pelo menos, um dia inteiro para visitar o MET. Caminhe pelas suas galerias, desfrute dos jardins, tome um café e contemple toda a beleza reunida neste lugar. Uma visita é a garantia de que sua perspectiva sobre muitas coisas irá mudar. Como diria Albert Einstein: “Uma mente que se abre para uma nova ideia jamais retorna ao seu tamanho original”.

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