Pilates: aliado da produtividade

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O método pilates foi desenvolvido pelo alemão Joseph Pilates, que, quando criança, sofria de raquitismo, asma e febre reumática. Determinado a tornar-se mais forte fisicamente, estudou várias formas de movimentos e, na juventude, especializou-se em cultura de movimentos, mergulho e ginástica. Durante a Primeira Guerra Mundial, quando morava na Inglaterra, foi preso porque lutava boxe e foi considerado perigoso. Na cadeia, treinou os detentos com sua técnica para que não morressem com um surto de gripe, e teve êxito e reconhecimento quando nenhum deles foi a óbito por essa epidemia que matou milhares de pessoas na Europa. Hoje, o método é utilizado não só como atividade física, mas também como método de prevenção e reabilitação corporal.

Estamos em uma era onde a mecanização das atividades e a necessidade de alta produtividade no trabalho estão levando as pessoas a desenvolverem, cada vez mais cedo, inúmeras disfunções musculoesqueléticas, dentre outras. Tem-se exigido o máximo de produção em curto espaço de tempo, o que provoca os chamados DORTs (Distúrbios Osteomusculares Relacionado ao Trabalho), podendo evoluir para doenças mais complexas. Nesse cenário, a coluna vertebral é uma das regiões mais comprometidas pelas posturas incorretas no trabalho. A posição sentada é a que predomina durante o dia a dia de atividade nas empresas, sendo a pior postura osteomuscular, causando sobrecarga sobre a região lombar.

A coluna vertebral, então, como o principal eixo de sustentação do corpo humano, sofre uma descarga de peso corpóreo por conta da gravidade que vai se distribuindo por cada disco vertebral, que servem como “pequenos amortecedores”, e acabam despejando todo peso do corpo sobre a região lombar e pela cintura pélvica, provocando muita tensão nessa área. Este efeito diminui bastante quando se está de pé, pois a descarga de peso passa pela coluna vertebral e vai sendo distribuída por todo o corpo, principalmente cintura pélvica, joelhos e pés, que são as partes do corpo humano que absorvem maior impacto, diminuindo muito a descarga de peso em um só lugar de maneira localizada.

O método pilates trabalha a estabilização da coluna tendo como foco exercícios que trabalham o “power house” (centro de força) do corpo, composto pelos músculos abdominais, transverso abdominal, mutífidos e assoalho pélvico, responsável pela estabilização estática e dinâmica do corpo. Além deste, vale destacar outros fatores de grande importância que são trabalhados através do pilates: o alongamento, a mobilização da coluna e o fortalecimento muscular. O alongamento reduz os encurtamentos musculares, melhora a circulação, melhora a postura e diminui tensões, produzindo relaxamento. Manter-se em movimento aumenta a lubrificação da coluna, ampliando o espaço entre as vértebras e evitando compressão de partes sensíveis destas estruturas. O fortalecimento trabalha a força dos músculos existentes entre as vértebras, que contribuem para manter a coluna na posição correta, evitando assim lesões e desvios da coluna vertebral.

Diante disso, com a melhora das dores e tensões da coluna, o pilates é uma técnica que vem ganhando mais adeptos, devido aos ótimos resultados obtidos fisicamente e mentalmente, sendo responsável pela promoção da saúde e da qualidade de vida. Os resultados obtidos começam a aparecer com poucas aulas, mas deve existir uma rotina para a prática e maior eficiência da técnica. Mantendo-se a coluna mais bem trabalhada e reduzindo as dores provocadas pelas posturas incorretas, podemos ser mais produtivos no ambiente de trabalho sem perder qualidade de vida.


RAMON CASTRO
É fisioterapeuta com formação em Pilates e RPG pela Metacorpus.

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