Varejo brasileiro em tempos de crise

248
Compartilhar:
artigo_710x375px

Trabalho no varejo desde 1978. Desde então, já atravessei, portanto, quase 40 anos de experiência profissional na área. Ao longo desta travessia, naveguei pelos “planos” Cruzado, Verão, Bresser, Collor I e II, crises por conta da Rússia e do México. Também passei pelo plano Real, pelo “pós-Real”, crise do mercado financeiro internacional em 2008 e correspondentes ressacas. Cada um desses eventos teve a sua especificidade e consequências diversas.

Em todos os casos, o varejo foi (e é) afetado com mais ou menos intensidade. Isso acontece por uma razão muito simples: a intensidade depende do efeito causado no bolso dos consumidores. Nos dias de hoje, o momento recessivo, aliado ao aumento das taxas de juros e dos índices de inflação, leva os consumidores a reduzirem o consumo e, mais grave ainda, traz incertezas que afetam o grau de confiança na economia do País.

Em ocasiões como essas, ao varejista cabe “tocar o barco” em frente, usando da criatividade e de um esforço ainda maior para atravessar a turbulência. Assim, criatividade e esforço, unidos, requerem um processo amplo de identificação de oportunidades com o intuito de gerar fluxo nas lojas e atrair os consumidores, Claro, como é comum em momentos assim, também precisamos de mais austeridade nos gastos e despesas.

Atenção redobrada na gestão dos estoques e controle rigoroso do caixa são fundamentais. Afinal, como costumam dizer, as empresas “morrem pelo caixa”. Para tanto, manter a equipe informada através de uma comunicação adequada, transparente e honesta é imprescindível para que todos continuem remando na mesma direção.

Precisamos manter a nossa equipe confiante. Desistir, jamais. Como disse o saudoso Eduardo Campos em sua última entrevista: “não vamos desistir do Brasil”.

 


MARCELO SILVA

CEO do Magazine Luiza.

Parceiros: