UM SHOPPPING NA PALMA DA MÃO

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As vendas do comércio eletrônico brasileiro cresceram 41% em 2020, alcançando R$ 87,4 bilhões.

As vendas do comércio eletrônico brasileiro cresceram 41% em 2020, alcançando R$ 87,4 bilhões. Os dados da Ebit|Nielsen na pesquisa Webshoppers 43 mostram que o principal destaque do relatório é o Mobile Commerce. A análise feita pela pesquisa que está na sua 43 edição, mostra que as vendas através de dispositivos móveis – smartphones e tablets –  cresceu 79% em 202o em relação a 2019 e passou a responder por 53% de todo e-commerce nacional, o que equivalente a R$ 46 bilhões. A pesquisa mostra  ainda, que o Mobile Commerce registrou 106 milhões de pedidos em 2020, o que representa um crescimento de 56%.

As vendas através de dispositivos móveis – smartphones e tablets –  cresceu 79% em 202o em relação a 2019 e passou a responder por 53% de todo e-commerce nacional

Imagine que você está andando pelo corredor de um dos grandes shoppings centers do país, e de repente, ao passar em frente a uma loja, recebe um cupom com uma oferta especial de desconto em seu celular, válida apenas se entrar naquele momento e comprar. Ou ainda, imagine que você entra em uma loja e recebe em alguma plataforma digital informações detalhadas de todas as ofertas que tenham a ver com o seu perfil de compras.

Este tipo de estratégia já se encontra disponível e em breve estará presente no dia a dia dos usuários de tablets e smartphones com o crescimento do Mobile Commerce. Trata-se de um setor que já representa, hoje, algo em torno de 53% das vendas do comércio eletrônico nacional, podendo crescer ainda mais nos próximos anos. Estamos diante de uma tendência mundial que vem sendo confirmada em diversos países onde a internet de alta velocidade é oferecida em larga escala e a população se sente segura o suficiente para utilizar seus celulares e tablets como plataforma de compras.

Os celulares são os dispositivos eletrônicos mais próximos dos usuários e presentes na sua rotina de atividades diárias, seja para uso em transações bancárias, navegação na internet, redes sociais ou através de vários aplicativos. Esta proximidade do usuário, faz do celular, um meio de comércio eletrônico por excelência, tanto para receber ofertas através de ações de marketing digital, para fazer pesquisas sobre produtos no mercado, para ouvir a opinião de outros consumidores sobre determinado produto e/ou serviço ou para pesquisar e comparar preços de forma rápida e eficiente.

Estamos diante de uma tendência mundial que vem sendo confirmada em diversos países onde a internet de alta velocidade é oferecida em larga escala

O que os grandes players do varejo brasileiro finalmente entenderam é que os seus potenciais clientes passam muito mais tempo no celular do que no computador. Isso transformou os smartphones em verdadeiros shopping centers que cabem na palma da mão. O Brasil fechou o ano de 2020 com 234 milhões de acessos móveis, segundo relatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O total representou um aumento de 7,39 milhões em relação a 2019, o equivalente a 3,26%. Acesso móvel é o nome dado para os chips de celular, que podem ser usados para serviços de voz ou de conexão à Internet.

Com isso, houve uma inversão da tendência de queda que vinha marcando esse tipo de serviço desde 2015, quando o Brasil bateu os 284,17 milhões de acessos. O número, acima da população nacional, ocorre pelo fato de parte das pessoas ter mais de um acesso, ou seja, mais de um chip ou uma conta de telefone celular. Na avaliação da Anatel, esse acréscimo teve relação com a pandemia do novo Corona Vírus. Com a transferência forçada de atividades para a modalidade online, em especial as aulas de crianças e de adolescentes, houve um aumento na compra de dispositivos para permitir a realização dessas atividades. O celular é o dispositivo mais barato de acesso à internet, e muitos desses aparelhos já são vendidos atrelados à contratação de um novo plano.

O brasileiro gosta de inovações tecnológicas e o smartphone tem mudado os hábitos de compra e a forma da tomada de decisão do que comprar. Em termos numéricos, quando falamos dos acessos via dispositivo móvel às lojas virtuais, quase 40% é feito em dispositivos móveis. Esse número nos Estados Unidos já se aproxima de 60%. ,Ainda estamos bem distantes das oportunidades que a integração entre os mundos off-line e on-line pode trazer aos consumidores, como já acontece na Europa, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos, por exemplo.

O brasileiro gosta de inovações tecnológicas e o smartphone tem mudado o hábito de compras e a forma da tomada de decisão do que comprar

Um outro ponto favorável ao Mobile Commerce, é que as vendas eletrônicas deixam pistas das preferências de compra dos usuários cada vez que eles utilizam determinada plataforma, o que pode ajudar a criar um perfil de compras detalhado, útil para a criação de ofertas específicas para cada consumidor. Este tipo de estratégia lança mão de informações rastreadas diretamente de cada usuário, formando um imenso banco de dados para as empresas. Tais informações podem ser utilizadas na criação de ações e campanhas dirigidas de marketing digital que ofereçam apenas produtos e serviços que tenham convergência com as necessidades e hábitos de compra de cada usuário.

Outro forte argumento para o crescimento do comércio eletrônico, são os custos indiretos de se fazer compras da forma tradicional, indo diretamente nas lojas. Há o trânsito infernal comum em praticamente todos os grandes centros urbanos, o preço abusivo dos estacionamento, as filas, o lanche da família, um eventual cineminha e outras compras por impulso que surgem pelo caminho. As compras eletrônicas nos fazem ganhar tempo, reduzem os custos diretos e indiretos e são mais acessíveis aos usuários.

As empresas terão de assumir que, desde já, os consumidores querem ser atendidos pela marca em qualquer dispositivo, fixo ou móvel, presencial ou online. E isso muda completamente a forma de interagir e compreender a jornada desse consumidor conectado. Num futuro próximo, as empresas de varejo poderão oferecer conveniência total aos clientes como por exemplo, permitir retirada, troca e devolução dos produtos comprados na internet em qualquer loja física.

As empresas terão de assumir que, desde já, os consumidores querem ser atendidos pela marca em qualquer dispositivo, fixo ou móvel, presencial ou online

Os vendedores das lojas terão dispositivos móveis para apresentar o mix completo dos produtos aos consumidores e oferecer a possibilidade de compra e entrega em suas residências. As empresas irão integrar as tecnologias e sistemas existentes na web com as lojas físicas e conseguirão acompanhar e interagir com seus consumidores quando estes estiverem entrando em um shopping center, caminhando pelas ruas ou assistindo TVs em casa.

Podemos dizer que as compras eletrônicas através de  dispositivos móveis são a mais forte tendência do mercado e que os celulares estão se tornando o principal canal de vendas do varejo. Porém, é preciso entender claramente o que de fato é o mobile commerce. A resposta que vem de imediato é associativa: se o e-commerce é o comércio eletrônico, então o m-commerce é o comércio móvel, ou seja, a compra feita exclusivamente em dispositivos móveis. Contudo, esta é uma visão simplista do termo e limita a nossa visão sobre todas as possibilidades existentes quando falamos de vendas pelo celular.

Então, qual é a real diferença entre e-commerce e m-commerce? Para uma resposta satisfatória, faz-se necessário romper as amarras que limitam nossa percepção apenas ao aparelho onde acessamos a internet – computador ou celular. Na verdade, a definição do m-commerce deve estar centrada na mobilidade. A mobilidade faz muita diferença para o usuário e também para a marca que oferece o modelo de vendas pelo celular. Ou seja, temos que entender que o conceito de mobile não tem relação com os dispositivos em si, mas com atender o consumidor em movimento.

Podemos dizer que as compras eletrônicas através de  dispositivos móveis são a mais forte tendência do mercado e que os celulares estão se tornando o principal canal de vendas do varejo

Mobile  Commerce é atender o seu cliente 24 horas por dia em todo e qualquer lugar que ele quiser e puder acessar uma rede. Os efeitos desta mudança no paradigma de compras do consumidor são enormes e estão revolucionando a mentalidade do comércio em todo mundo. M-Commerce é o comércio realizado em um contexto de mobilidade total do usuário, onde não é necessário mais haver uma loja física para ser um grande rede varejista, não é necessário provar os produtos antes de comprar e não é preciso sequer levantar do sofá para fazer compras.

O maior limitador ainda é entender que essa evolução tecnológica deve ser encarada como uma grande oportunidade para o futuro. Os empresários muitas vezes se recusam a aceitar que o comércio eletrônico via mobile pode trazer benefícios e fortalecer a relação dos consumidores com a empresa. Esta nova realidade exige das empresas novas estratégias e táticas de mobile marketing para atrair e atender a estes novos consumidores superconectados.

Os efeitos desta mudança no paradigma de compras do consumidor são enormes e estão revolucionando a mentalidade do comércio em todo mundo

 

Núcleo de Jornalismo da Revista Radar Executivo

 

Head of Content – Prof. Jorge Menezes é palestrante, jornalista, escritor, colunista nas áreas de empreendedorismo e negócios. Apresentador do Canal Radar Executivo no YouTube e do Podcast Radar Executivo no Spotify. É autor de vários best-sellers: Aprenda a Negociar com os Tubarões® (2013), Transformando Networking em Negócios® (2015) e O Código Secreto da Venda® (2020) todos publicados pela Editora Alta Books – Contato: (81) 9 9119-5002 Whatsapp

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