A ECONOMIA DA TERCEIRA IDADE

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Com aumento da expectativa de vida, empresas brasileiras se veem obrigadas a estudar este novo público consumidor.

A expectativa do IBGE é de que o número de idosos vivendo no país chegue a 18% da população até 2050.

“A população brasileira tem uma parcela significativa na terceira idade: eles representam 13% dos adultos no Brasil e movimentam R$ 402,3 bi por ano. Muitos consideram o ato de comprar uma das suas atividades favoritas. A maioria está disposta a pagar mais caro por produtos de melhor qualidade, é independente para fazer suas escolhas de consumo e investe mais em roupas e tratamento estéticos”. A constatação do economista Fernando Braga, especialista no assunto, nos alerta para o fato de que estamos diante de um novo perfil populacional brasileiro.

Com o desenvolvimento atingido ao longo dos últimos anos, o país aumentou consideravelmente a expectativa de vida dos seus residentes. Apesar disso, os idosos ainda têm dificuldades para encontrar produtos adequados às suas necessidades, como atestam pesquisas recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste novo cenário,  as empresas precisam se adequar a um perfil de consumo outrora inexistente, além de investir em mão de obra qualificada para absorver tal segmento.

Expectativa do IBGE é de que o número de idosos vivendo no país chegue a 18% da população até 2050

A população mundial de pessoas com mais de 60 anos vai quadruplicar nos próximos 50 anos, o que torna esse nicho de enorme importância, estando presente nas grandes economias desenvolvidas. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil já é o sexto do mundo com a maior população de idosos. Segundo o IBGE, em 2005 os idosos representavam apenas 8,8% da população brasileira: a previsão é que este número chegue a 18% em 2050. O poder de compra das pessoas com mais de 60 anos representa um grande mercado que ainda não foi entendido e mapeado, representando, por isso, uma imensa reserva de oportunidades que não foram bem exploradas.

É por estes motivos que investir na terceira idade pode ser um grande negócio para as empresas brasileiras. O processo de envelhecimento da população tem ocorrido intensamente nos últimos anos por conta da queda da natalidade associada, como dito, a uma expectativa de vida mais longa. Traduzir as mudanças demográficas em estratégicas de marketing que possam atrair, reter e satisfazer as necessidades específicas deste novo consumidor é um dos grandes desafios dos profissionais de marketing para os próximos anos.

O poder de compra das pessoas com mais de 60 anos representa um grande mercado que ainda não foi entendido e mapeado

Como, então, as empresas podem se preparar para tal desafio? Buscando identificar necessidades e desejos desse nicho de mercado através de pesquisas mercadológicas, procurando ofertar produtos e serviços que atendam essa população. Também é bom saber de antemão que este público consumidor é mais seletivo e com maior disponibilidade de tempo.

Muitas empresas consideram o mercado da terceira idade como um todo homogêneo, o que é um erro muito comum. A comunicação com este público precisa ser estudada e segmentada, analisando qual a melhor maneira de chegar ao consumidor, que possui expectativas próprias e características que ainda não foram completamente entendidas pelas empresas.

É preciso investir para entender o comportamento de compra destes consumidores. O processo do envelhecimento é um fenômeno que envolve aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Portanto, reduzir as mudanças que acontecem com o amadurecimento apenas a fatores de saúde é uma forma simplista e amadora de enxergar um novo segmento de mercado que tende a crescer e a se consolidar em nosso país.

Muitas empresas consideram o mercado da terceira idade como um todo homogêneo, o que é um erro muito comum

Hoje em dia, com a evolução da medicina e com os cuidados pessoais, a longevidade é maior. As empresas devem acompanhar através das redes sociais este comportamento de consumo para oferecer produtos e serviços adequados a esse público, procurando antecipar-se a essas necessidades. A experiência do envelhecimento é vivida de forma diferente por cada grupo de pessoas, e identificar estes grupos de acordo com as experiências vividas neste processo pode ser o fator-chave que fará a diferença nas estratégias de marketing das empresas.

O envelhecimento não acontece apenas biologicamente: mudamos também os nossos interesses sociais à medida que amadurecemos. Estas mudanças de interesses geram uma série de oportunidades de novos negócios ligados ao bem-estar, à qualidade de vida, à socialização, à educação e a outros setores. A ciência e a tecnologia são os nossos dois maiores aliados na corrida por um envelhecimento ativo em todos os sentidos: biológico, social, mental e profissional.

A experiência do envelhecimento é vivida de forma diferente por cada grupo de pessoas, e identificar estes grupos de acordo com as experiências vividas neste processo pode ser o fator-chave

As empresas falham nas suas estratégias por construírem suas ideias e ações baseadas em estereótipos, sem conhecer corretamente os perfis e as necessidades deste nicho de mercado. Tal falta de informação constitui um grande gargalo que precisa ser superado por aqueles que desejam conquistar a mente e o coração deste imenso mercado que nasce diante dos nossos olhos.

“Em função da terceira idade ter mais tempo disponível, ela se utiliza da tecnologia para fazer seus relacionamentos e demandar produtos e serviços, gerando uma grande oportunidade para as empresas em relação à comunicação e à estratégica de marketing. Deve-se sempre fazer pesquisas de hábitos de consumo para identificar qual o melhor meio das mídias a serem usadas para atingir esse público”, pondera Fernando Braga.

A verdade é que, pelo menos até agora, a maioria das empresas não compreende corretamente o mercado da terceira idade e não está preparada para atendê-la. Esta incapacidade pode fazer com que a sua empresa fique fora de um mercado que deve atingir, segundo o IBGE, 63 milhões de pessoas no Brasil em 2050. Portanto, comece a olhar com mais atenção e carinho para as pessoas de cabelos brancos que estão ao seu redor: elas podem garantir o seu emprego e o faturamento da sua empresa nos próximos anos.

As empresas falham nas suas estratégias por construírem suas ideias e ações baseadas em estereótipos, sem conhecer corretamente os perfis e as necessidades deste nicho de mercado

 

Núcleo de Jornalismo da Revista Radar Executivo

 

Head of Content – Prof. Jorge Menezes é palestrante, jornalista, escritor, colunista nas áreas de empreendedorismo e negócios. Apresentador do Canal Radar Executivo no YouTube e do Podcast Radar Executivo no Spotify. É autor de vários best-sellers: Aprenda a Negociar com os Tubarões® (2013), Transformando Networking em Negócios® (2015) e O Código Secreto da Venda® (2020) todos publicados pela Editora Alta Books – Contato: (81) 9 9119-5002 Whatsapp

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