AS VINÍCOLAS DO SERTÃO

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Contrariando todas as expectativas, empresários do setor comemoram mais de duas décadas de sucesso no Vale do São Francisco

Vinhos produzidos na região ganharam fama internacional e o reconhecimento dos principais especialistas ao redor do mundo

Seca, fome e miséria. Estas são as referências gravadas no imaginário popular quando falamos do sertão nordestino. Só que muita gente não sabe, que nesse mesmo cenário, há quase 30 anos, um pequeno grupo de visionários teve a ousadia de enxergar a região como uma terra de oportunidades. Estes empresários desbravadores enxergaram a louca possibilidade de produzir vinhos finos de alta qualidade às margens do Rio São Francisco.

O tamanho das barreiras para esse empreendimento fez da ideia algo estranho, inusitado e nunca antes imaginado, combinação de atributos perfeita para os inovadores, para os visionários que ganham a vida quebrando regras e superando desafios. A visão destes empresários foi de tamanha ousadia que poucas pessoas levaram a sério o projeto naquela época. Hoje, após quase trinta anos de pesquisa, investimento e ousadia os vinhos do Vale do São Francisco ganharam fama e estão sendo descobertos, ano após ano, pelos consumidores mais exigentes do mundo.

Estes empreendedores ainda continuam às margens do Velho Chico, só que agora são vistos como visionários e não como malucos inconsequentes com ideias delirantes, hoje eles são assediados por vinícolas europeias e americanas que querem entender como se faz para ter de duas a três safras de uvas por ano de uma doçura e delicadeza dignas dos melhores vinhedos do Velho Mundo.

Estes empresários desbravadores enxergaram a louca possibilidade de produzir vinhos finos de alta qualidade às margens do Rio São Francisco

Esta façanha não veio de graça, foram necessários anos de trabalho duro, confiança para seguir em frente quando as coisas davam errado e resiliência para romper as barreiras culturais  e o preconceito que julgava impossível produzir vinhos de qualidade no semiárido nordestino, a superação de todos esses obstáculos veio através do amor e da paixão pela arte de produzir vinhos que deixa emocionado o coração de quem lê e de quem conta essa história de sucesso.

O sertão do sol ardente e da caatinga, agora produz riqueza, emprego e crescimento econômico na forma de vinhos da mais alta qualidade, apreciados por especialistas do Brasil e do mundo. Riqueza que gera renda, que venceu a seca, a fome e a miséria transformando o cenário econômico local, o ambiente árido e a vida das pessoas que vivem naquela região. Riqueza que mantém as pessoas no campo, reduzindo a migração para os grandes centros urbanos, trazendo progresso, qualidade de vida e educação para que tem suas raízes no sertão.

Enquanto que em regiões tradicionais de cultivo de uva como o Rio Grande do Sul temos apenas uma safra por ano, no Vale do São Francisco, graças ao clima quente e seco com muitas horas de sol por dia, é possível colher uva praticamente o ano todo. Os vinhos do sertão foram destaque no prestigiado jornal americano New York Times e receberam elogios calorosos de uma das críticas de vinho mais respeitadas do mundo, Jancis Robinson – https://www.jancisrobinson.com/ – colunista do Financial Times, uma das criticas de vinhos mais influentes da atualidade e uma das poucas  mulher a receber o título Master of Wine.

O sertão do sol ardente e da caatinga, agora produz riqueza, emprego e crescimento econômico na forma de vinhos da mais alta qualidade

Este reconhecimento é fruto da persistência, da visão dos empresários do vinho e da união entre a iniciativa privada e os governos locais. Marcas como Terranova, Botticelli e Rio Sol conseguiram romper as barreiras culturais do consumidor brasileiro, que muitas vezes prefere marcas chilenas e argentinas. O Rio Sol, por exemplo, foi eleito o melhor vinho brasileiro em 2004 no II Concurso Internacional de Vinhos, realizado em Bento Gonçalves. Foi também, o primeiro vinho brasileiro a receber 83 pontos no ranking da conceituada revista Wine Spectator. O mesmo rótulo foi eleito o melhor vinho em 2006 pela Revista Gula e fez parte da Carta de Vinhos servidos ao Papa Bento XVI durante a sua visita ao Brasil.

A próxima etapa a ser vencida na saga dos empresários do vinho do Vale do São Francisco é obter a concessão de Indicação Geográfica. Trata-se do primeiro passo para se chegar ao nível mais seleto de classificação DOC – Denominação de Origem Controlada – que indica a origem e o controle de produção do vinho em determinado território geográfico. Conseguir esta distinção será o reconhecimento máximo dos vinhos do sertão.

Não tenho dúvida, que estes empresários visionários do Vale do São Francisco, que domaram a seca, venceram o preconceito e trouxeram de volta a esperança para um povo que já não tinha em que acreditar vão vencer mais esse desafio. Desejamos a todos esses homens e mulheres que acreditaram nos vinhos do sertão, ainda mais sucesso, persistência e fé, componentes fundamentais da alma nordestina.

 

Núcleo de Jornalismo da Revista Radar Executivo

 

Head of Content – Prof. Jorge Menezes é palestrante, jornalista, escritor, colunista nas áreas de empreendedorismo e negócios. Apresentador do Canal Radar Executivo no YouTube e do Podcast Radar Executivo no Spotify. É autor de vários best-sellers: Aprenda a Negociar com os Tubarões® (2013), Transformando Networking em Negócios® (2015) e O Código Secreto da Venda® (2020) todos publicados pela Editora Alta Books – Contato: (81) 9 9119-5002 Whatsapp

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