FAZEI QUE EU PROCURE MAIS

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Fazei que eu procure mais, esta frase da Oração de São Francisco sempre me chamou atenção porque nos faz pensar se estamos realmente fazendo de tudo para crescer, para mudar e para conquistar os nossos objetivos. Vamos analisar a frase com um pouco mais de profundidade, nesta parte da oração, São Francisco de Assis está pedindo a Deus que o faça procurar mais pelos seus objetivos, ele não pediu para que seus objetivos fossem atingidos ou que Deus lhe ajudasse a consegui-los, ele pediu que Deus o fizesse procurar mais.

Muitas vezes não chegamos onde queremos porque procuramos pouco. Procuramos pouco melhorar o nosso próprio desempenho, procuramos pouco abrir mão do nosso comodismo, procuramos pouco entender as causas verdadeiras das nossas dificuldades, e por fim, procuramos pouco dentro de nós mesmos as condições que poderão nos ajudar a conquistar o sucesso.

Muitas vezes não chegamos onde queremos porque procuramos pouco. Procuramos pouco melhorar o nosso próprio desempenho, procuramos pouco abrir mão do nosso comodismo

Fazei com que eu procure mais, o ato de procurar é um processo ativo, onde dirigimos nosso foco e concentramos a nossa energia na busca de uma meta específica, e a palavra “mais” indica o nível de intensidade com que estamos buscando os nossos objetivos. Acontece, que na maioria das vezes, não estamos conseguindo alcançar nossos objetivos porque não estamos procurando o suficiente ou estamos procurando nos lugares errados.

Durante toda a oração, São Francisco nos estimula a inverter a nossa tendência natural de concentrar a nossa atenção em nós mesmos e nos faz olhar na direção do outro. Esta inversão de valores nos faz pensar, que para chegar onde queremos, temos que ajudar as outras pessoas a chegarem aos seus próprios objetivos.

Na maioria das vezes, não estamos conseguindo alcançar nossos objetivos porque não estamos procurando o suficiente ou estamos procurando nos lugares errados

São Francisco contraria em sua oração o status quo estabelecido em sua época de maneira inovadora, ele nos provoca a fazer uma inversão de valores e nos diz que devemos dirigir nossos pensamentos e nossas ações para o próximo e não para nós mesmos se desejamos crescer como pessoas e consequentemente como líderes.

Ele demonstra que a primeira transformação precisa ser interna antes que possamos chegar onde desejamos, São Francisco não pede a Deus mais recursos, mais condições ou mais oportunidades, ele pede a Deus que o ajude a procurar mais. Mas o que São Francisco está procurando? Ele está procurando consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, o que mais uma vez inverte de maneira provocadora os nossos paradigmas.

São Francisco contraria em sua oração o status quo estabelecido em sua época de maneira inovadora, ele nos provoca a fazer uma inversão de valores e nos diz que devemos dirigir nossos pensamentos e nossas ações para o próximo

Ao invés de procurar coisas para nós mesmos, ele nos diz que devemos procurar coisas para os outros. Nos diz que devemos consolar, ou seja, entender o outro, estar junto, na certeza de que olhar o mundo com o olhar do próximo nos fará muito melhores do que se tentássemos apenas ser consolados. Ele nos diz ainda que na comunicação é mais importante compreender do que ser compreendido, o que mais uma vez contrária à visão estabelecida de que temos que fazer com que os outros nos entendam.

Ao fazer com que procuremos mais compreender do que ser compreendidos, estamos na verdade estabelecendo uma conexão mais profunda com o outro e passamos a ver o mundo através do modelo mental da pessoa com a qual estamos conversando e não apenas através da lente dos nossos próprios interesses.

A oração continua de maneira inovadora a quebrar paradigmas e a nos provocar a mudar as regras do jogo, ela nos diz que devemos transformar ódio em amor, ofensa em perdão, discórdia em união, dúvida em fé, erro em verdade, desespero em esperança, tristeza em alegria. E por fim, nos diz que podemos transformar as trevas que nos fazem deixar de enxergar as coisas como elas são em luz para guiar o nosso caminho.

Ao fazer com que procuremos mais compreender do que ser compreendidos, estamos na verdade estabelecendo uma conexão mais profunda com o outro

Vamos analisar cada um destes pedidos feitos por São Francisco em sua oração sob a ótica da liderança para entender o que precisamos fazer para que possamos exercer a nossa influência de maneira verdadeiramente transformadora.

Onde houver ódio, que eu leve o amor

Este foi o primeiro pedido de São Francisco em sua oração, não podemos exercer a nossa liderança de forma plena se permitimos que a nossa energia vital seja desperdiçada. Quando canalizamos as nossas energias para sentimentos negativos como o ódio, a raiva e deixamos o conflito dominar a nossa vida, estamos desperdiçando recursos valiosos que poderiam estar sendo direcionados para busca dos nossos próprios objetivos.

 Onde houver ofensa, que eu leve o perdão

Temos que trabalhar como líderes para evitar que ofensas pessoais possam quebrar o clima de união em nossa equipe. Não podemos permitir que os problemas sejam levados para o lado pessoal e que as pessoas troquem os argumentos inteligentes por ofensas pessoais na tentativa de resolver os seus problemas. A ofensa enfraquece o clima de união e faz com que as pessoas se isolem do grupo, reduzindo com isso, o nível de entusiasmo, o engajamento e o compromisso do grupo com os objetivos estabelecidos.

Onde houver discórdia, que eu leve a união

Quando o conflito se torna pessoal, a energia das pessoas passa a ser usada para defender a sua própria visão e os seus interesses. A discórdia e o conflito devem se limitar ao campo das ideias e não devem nunca ser levados para o lado pessoal. O líder inteligente precisa aprender a gerenciar muito bem as disputas internas pelo poder, para que elas não venham a enfraquecer a capacidade de resposta da sua equipe.

Onde houver dúvida, que eu leve a fé

A incerteza drena a nossa energia e a nossa capacidade de seguir em frente, a dúvida coloca em xeque a nossa capacidade de atingir as nossas metas e nos faz ficar imobilizados diante dos desafios que precisamos enfrentar. Ter fé é acreditar que estamos no caminho certo e que somos capazes de superar as adversidades e seguir em frente rumo aos nossos objetivos.

Onde houver erro, que eu leve a verdade

Não podemos tratar o erro como uma sentença de morte, que condena quem errou a viver em estado permanente de isolamento. Para lidar com o erro, precisamos buscar a verdade dos fatos e nada mais, não importam os interesses pessoais envolvidos, muito menos os jogos de poder, ou a opinião de pessoas que estão apenas tentando provar o seu ponto de vista. Os erros devem ser analisados unicamente sob a luz da verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança

Quando as coisas não andam bem o stress, a ansiedade e a insegurança atingem níveis insuportáveis que drenam a nossa energia criativa e paralisam a nossa capacidade de enfrentar desafios. Nos momentos de desespero temos que agir como líderes e apontar para um futuro de esperança que possa estimular as pessoas da nossa equipe a quebrar o ciclo vicioso que estão vivendo para poder seguir em frente rumo aos objetivos.

Onde houver tristeza, que eu leve alegria

A energia criativa está diretamente ligada ao clima organizacional que impera na equipe. Ambientes onde a diversão e a irreverência fazem parte da cultura e onde trabalhar com alegria não é pecado, estimulam a inovação e o surgimento de respostas inteligentes para os problemas da empresa. Combater a tristeza em todos os níveis, não permitindo que climas sombrios se instalem no coração e na mente da equipe, é uma das tarefas mais importantes de um líder.

Onde houver trevas, que eu leve a luz

As trevas da ignorância limitam o nosso crescimento, quando estamos muito satisfeitos com o que temos e com o que já conquistamos, paramos de nos aperfeiçoar e com isso deixamos de crescer. Não podemos Ficar sentados desfrutando do sucesso que conquistamos, não podemos jamais parar de buscar a luz do conhecimento. Como líderes precisamos a todo custo estimular as pessoas da nossa equipe a superar os seus medos e a vencer os seus próprios limites.

Para finalizar, quero pedir que você siga as sábias palavras da Oração de São Francisco. Quero pedir que você pare de se lamentar e comece a procurar caminhos diferentes para conquistar as suas metas e alcançar os seus objetivos. Não desista dos seus sonhos, comece agora mesmo, a procurar um pouco mais.

Não desista dos seus sonhos, comece agora mesmo, a procurar um pouco mais

 

Autor: Prof. Jorge Menezes é palestrante, jornalista, escritor, colunista nas áreas de empreendedorismo e negócios. Apresentador do Canal Radar Executivo no YouTube e do Podcast Radar Executivo no Spotify. É autor de vários best-sellers: Aprenda a Negociar com os Tubarões® (2013), Transformando Networking em Negócios® (2015) e O Código Secreto da Venda® (2020) todos publicados pela Editora Alta Books – Contato: (81) 9 9119-5002 Whatsapp

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